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Amazônia

Nesse dia tão importante, queremos reforçar como a floresta é importante e porque temos o dever de defendê-la! Uma curiosidade que talvez você nunca imaginou é que dentro da Amazônia existe uma torre ‘gigante’ que monitora as mudanças climáticas. A Torre Atto (Observatório de Torre Alta da Amazônia, em inglês: Amazon Tall Tower Observatory), gera conhecimento inédito sobre o papel do ecossistema amazônico no contexto das mudanças climáticas globais.

A Torre fica localizada no coração da selva AMAZÔNICA, com 325 metros de altura e monitora de forma contínua as complexas interações entre a atmosfera e a floresta. Repleto de instrumentos científicos de alta tecnologia, o observatório é o maior e mais completo do gênero no mundo. A previsão é que a instrumentação a instalada na Atto funcione 24 horas por dia durante um período de 20 a 30 anos. Outras quatro torres menores, com 80 metros cada, serão construídas em volta da Atto para medir fluxos e transportes horizontais, auxiliando na obtenção de dados da torre principal.

O objetivo de longo prazo da Atto é medir os impactos das mudanças climáticas globais nas florestas de terra firme da Amazônia por meio de medidas da interação da floresta com a atmosfera, além de servir para pesquisas inéditas de química da atmosfera (trocas gasosas, reações químicas e aerossóis), processos de transporte de massa e energia na camada limite atmosférica e processos de formação e desenvolvimento de nuvens.

Em 2007, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA/MCTI), o Instituto Max Planck de Química (Alemanha), a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e outras instituições formalizaram parceria para construir o observatório, um sonho de décadas!

Foi preciso realizar estudos para escolher o local, pois devido sua sensibilidade, a torre precisaria ser construída longe de qualquer aglomeração humana. Deveria também se situar em uma área de terra firme da floresta, tipo de ambiente mais comum na variada paisagem amazônica, o que permitiria extrapolar os dados obtidos.

Ao longo de sete anos, cientistas, técnicos e operários percorreram incansavelmente o trajeto que vai de Manaus até o local escolhido para a torre: depois de 170 quilômetros de estrada até o Rio Uatumã, na região da Barragem de Balbina, é preciso rodar mais 40 km em estradas de terra, em carros com tração nas quatro rodas. A partir daí, segue-se um trecho de 65 km em lanchas até uma trilha de 13 km mata adentro. “Tínhamos de percorrer essa trilha em quadriciclos, usando um trator para os equipamentos mais pesados. Era um caminho acidentado e difícil”, contou um dos coordenadores do projeto Atto, Antonio Manzi, do Inpa.

Dentre os desafios do projeto destacam-se: o custo total do projeto, cerca de R$ 26 milhões, incluindo os R$ 7,5 milhões da construção da torre e as dificuldades relacionadas à logística dos materiais e pessoas envolvidas na construção da torre.

“O projeto da torre foi feito pela empresa paranaense San Engenharia. Todas as partes de aço da torre, incluindo os cabos de sustentação e parafusos, foram levados para o local da construção por seis carretas, a partir de Curitiba”, disse Manzi.

Passando por cinco Estados, as carretas percorreram cerca de 3,1 mil km até Porto Velho. Dali seguiram por mais 200 km até o cruzamento com a Rodovia Transamazônica, em Humaitá, no Amazonas, onde foram embarcadas em uma balsa no Rio Madeira. Foram quase 1 mil km de balsa, passando pelos Rios Amazonas e Uatumã, até que as carretas pudessem desembarcar e pegar a estrada exclusiva do projeto.

Os pesquisadores não têm a menor dúvida de que a saga amazônica da torre Atto valerá a pena. Para eles, a importância científica da torre é tão alta quanto ela. A floresta amazônica é um dos ecossistemas mais sensíveis do mundo e sua influência na estabilização climática afeta todo o planeta. Para entender o que acontecerá com o clima mundial no futuro, é preciso conhecer a fundo os processos físicos, químicos, biológicos e geológicos do bioma.

A torre nos ajudará a responder inúmeras incertezas em relação às mudanças climáticas globais”, disse o físico Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo (USP), outro dos coordenadores da torre Atto, que integra o Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia (LBA). “Tudo isso é fundamental para entendermos se nas próximas décadas a Amazônia continuará a absorver carbono da atmosfera como faz agora – o que afeta todo o mundo.

 

 

 

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