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Que a poeira que sedimenta nas ruas, carros, casas dos cidadãos da Grande Vitória incomoda, todos nós sabemos!

O incômodo vem de maneiras distintas: primeiro pelo estresse psicológico de ter que limpar a casa diversas vezes ao dia; segundo, pelos desfechos hospitalares relacionados aos problemas respiratórios; e por último, não menos importante, os problemas ambientais como redução da visibilidade, desgaste de edifícios, monumentos e obras de arte, injúrias à vegetação, alterações no clima, etc.

Mas o que é o pó preto?

Trata-se de um poluente atmosférico conhecido como material particulado (MP). O MP é composto tanto de partículas de granulometria grosseira que sedimentam dezenas ou centenas de metros após sua emissão quanto de partículas finas que adentram profundamente o sistema respiratório, atingindo os alvéolos pulmonares e desencadeando uma série de processos inflamatórios como, por exemplo, rinite, sinusite, bronquite, asma, entre outros. Os grupos mais afetados são fetos, crianças abaixo dos cinco anos de idade e idosos acima de 60 anos. A sua cor varia de um marrom escuro a negro. Por isso o nome pó preto.

Quem é o grande culpado pelo pó preto?

Existem diversas fontes emissoras de MP na Grande Vitória: as indústrias, a construção civil, o tráfego de veículos, os portos, aeroportos, as áreas residenciais, o mar e a vegetação. Todas essas fontes emissoras contribuem, em diferentes proporções, para o aumento dos níveis de concentração desse poluente. Portanto, não é difícil compreender essa afirmação: O pó preto é um problema de todos nós!

A pergunta que estamos fazendo há alguns anos está errada. Não devemos perguntar e apontar quem é o principal ator culpado pelo pó preto. Qual a necessidade de promover estudos para apontar que o setor A é responsável por 35,89% das contribuições, enquanto o setor B é responsável por 21,99% das contribuições?

A pergunta que devemos fazer é para nós mesmos. Eu, como indivíduo responsável por minhas ações, seja lá onde esteja trabalhando:  “o que eu posso fazer para reduzir o pó preto que tanto incomoda e faz mal a saúde?”.

Todos somos culpados em maior ou menor escala. Precisamos colocar em prática dois importantes valores: responsabilidade individual e responsabilidade social. São as pessoas que trabalham nos diversos ramos do terceiro setor, os representantes da agência ambiental e a sociedade civil unidos que irão conversar, apresentar planos e estratégias para vencer e solucionar o problema.

Enquanto quisermos apontar culpados, não caminharemos na solução do problema e estaremos afastados uns dos outros. Não podemos viver uma eterna queda de braço entre os diferentes setores da sociedade!

O importante é saber o que podemos fazer em cada setor da sociedade para reduzir os nossos impactos, reduzir a nossa pegada ambiental. Portanto, é necessário que o Plano Estadual de Qualidade do Ar tenha ações de curto, médio e longo prazo. Devemos tratar o problema com ferramentas de planejamento e gestão. Devemos ter transparência nas informações que são geradas para diagnóstico do problema e planejamento de ações efetivas. A Rede Automática de Monitoramento da Qualidade do Ar deve fornecer dados para a população e servir como ferramenta de gestão para a SEAMA e IEMA.

Todos juntos contra o pó preto, um problema de todos nós!

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