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Já parou para pensar que existem dias em que acertamos nas decisões e atividades do trabalho e em outros dias não?! Já se deu conta de que anda saindo sempre cansado do trabalho, mesmo em dias em que não executou muitas tarefas?

Isso tem tudo a ver com poluição do ar e você nem sabia disso.

Um dos poluentes avaliados em ambientes internos (Resolução ANVISA 09/2003), como os escritórios, salas de aula, e outros ambientes climatizados é o CO2 – dióxido de carbono. Esse poluente é emitido na respiração humana e o excesso de pessoas, em locais com pouca renovação de ar, pode levar a altas concentrações.

Mas o que sentimos quando estamos expostos a concentrações elevadas de CO2?

Dentre os principais efeitos do CO2, o mais evidente é o cansaço, prejudicando as habilidades mentais dos colaboradores para ações estratégicas e aumentando o tempo de resposta em situações de estresse ou crise.

Diversas pesquisas relacionam nossa capacidade de tomar boas decisões ou solucionar problemas com nosso grau de cansaço ou fadiga. Daniel Goleman, em seu livro Inteligência Emocional (1995), apresenta um estudo realizado em Harvard no qual dois grupos distintos de pessoas eram convidadas a resolver problemas de raciocínio lógico. Um grupo resolveu problemas de fácil resolução, enquanto o outro grupo resolvia problemas de difícil resolução. Posteriormente, os dois grupos foram avaliados quanto a capacidade de solucionar problemas comuns ao dia a dia. O resultado obtido apontou que o grupo que resolveu os problemas mais difíceis teve um desempenho inferior ao grupo rival na resolução das mesmas tarefas. Os pesquisadores concluíram que o desempenho inferior se deu pelo simples fato de estarem cansados, terem despendido maior energia na resolução de problemas de maior complexidade. Portanto, se pensarmos que nossas tarefas laborais são de complexidade média a elevada, se somarmos uma baixa qualidade do ar no escritório, com toda certeza conseguiremos resolver uma menor quantidade de problemas e consequentemente teremos um resultado menos satisfatório no balanço anual da empresa e em nossas metas pessoais/profissionais.

Foi exatamente isso que foi percebido pelo National Institute of Environmental and Health Sciences (NIEHS) que concluiu que as habilidades de estratégia, tomada de decisão e resposta à crise são notadamente afetadas quando os níveis de concentração de CO2 estão próximos de 100 ppm.

É importante atentar ao fato de que no Brasil, o valor estabelecido pela Resolução ANVISA 09/2003 para o COé de 1000 ppm, ou seja, 10x acima das concentrações que afetam à produtividade segundo o NIEHS. Não é necessário falar que precisamos rever nossa legislação.

Apesar de todos os outros fatores emocionais que podem levar a uma baixa produção da equipe, avaliar a qualidade do ar interna é um custo muito baixo para correr o risco de ser um dos fatores que estão afetando sua produção.

Portanto, é mandatório que sua equipe de trabalho esteja respirando um ar de boa qualidade para tomar decisões mais assertivas e aumentar a produtividade e bem-estar de todo o time. Equipes altamente eficazes possuem planejamento, foco, determinação e uma boa qualidade do ar!

Sobre o autor:
Israel Pestana Soares
31 anos
Associado do Instituto Líderes do Amanhã
Consultor Ambiental do ES em Ação
Diretor Comercial da Aires Serviços Ambientais
Pesquisador da Universidade Federal do ES

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